Hoje em dia, o reumatologista pode contar com alguns índices que avaliam a atividade inflamatória do Lupus para guiar o tratamento e imunossupressão do paciente. Contudo, muitos deles são falhos e sabemos que nunca é fácil avaliar se uma doença tão diversa quanto o Lupus está ou não ativa e quando é o melhor momento para retirar ou aumentar a medicação. Infelizmente, a completa ausência de atividade clinica da doença por um período sustentado, pertence a um pequeno grupo de pacientes que apresentam uma doença mais branda. Há também pacientes lúpicos que mantém a doença controlada, porém em uso prolongado de corticoide que, mesmo em baixas doses, podem estar mascarando uma doença ativa, tornando uma difícil a avaliação para o reumatologista. Nem mesmo os testes laboratoriais são seguros para ajudar o médico, pois muitos pacientes apresentam exames normais, apesar da doença em atividade.
Logo, torna-se extremamente importante a validação de critérios e índices que sejam de fácil acesso e de fato consigam ajudar o reumatologista a definir o quadro inflamatório da doença afim de nortear o tratamento, impedir futuros danos a saúde do paciente e melhorar sua qualidade de vida.