O mês de agosto traz no seu currículo uma das mais importantes datas do nosso calendário: O dia dos Pais. Comemorada, no Brasil, sempre no segundo Domingo do mês, em outros países as festividades têm datas diferentes e à suas maneiras. Na Alemanha, por exemplo, eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique. O que não seria uma má ideia, não é mesmo?

Originalmente a ocasião surgiu no século XX, através do desejo de uma filha em querer homenagear ao pai, um velho veterano de guerra dos Estados Unidos. A filha compassiva ao fato de que o pai havia criado os seis filhos sozinho, em função do falecimento precoce da mãe, não sossegou enquanto não convenceu a associação local – de onde residia – a prestar uma homenagem oficial a todos os pais. A partir de então, começou-se a ser comemorada a data do dia dos pais, que ao passar dos anos foi não só oficializada pelo Governo dos Estados Unidos, mas difundida na região até chegar aos outros países.

A comemoração dos dias dos pais ganhou amplitude e consistência. A evolução afetiva que envolve a data tem acompanhado o surgimento desses novos pais. Em pleno século XXI, saudamos pais mais participativos, mais afetuosos e ainda mais preocupados com os filhos. Com a ascensão social da mulher, não somente as tarefas do lar vêm sendo divididas, como também a educação dos filhos. O pai do século XIX era preocupado com a mantença da casa e a preparação sucessória de seu legado, principalmente para o seu primogênito. Hoje abraça toda prole com a missão precípua de assegurar uma boa educação para todos.

A mudança foi significativa. De lá para cá, várias transformações ocorreram. Atualmente, o pai moderno tem que lidar com a revolução digital e com a diversidade sexual. Superando sua pouca intimidade com o mundo virtual, tentando quebrar preconceitos e conceitos ele vem se equilibrando e entendendo a importância do seu papel na família. O provedor acumulou funções.

O amor paterno saiu definitivamente da caixinha. Filhos com opção sexual diferente da esperada e pais homossexuais desafiam a lógica hipócrita de uma sociedade que muda involuntariamente. Diante de todas essas modificações, benéficas, os pais passaram a ganhar um espaço maior nos corações dos filhos e, por conseguinte, nos corações das mães.

O sentimento tem se quedado aos novos hábitos familiares, que confiscou o coração gelado do então único provedor da família. A primeira fala, a primeira vez na escola, o primeiro tombo provoca lágrimas que timidamente tentam se esconder entre os fios da barba. A primeira homenagem e o primeiro pedaço de bolo fazem corar bochechas antes opacas. As mãos que só sabiam golpear aprenderam a trocar fraldas e a acariciar.

Até os avôs – conservadores – não têm escapado dessa nova relação. É bom podermos perceber que a humanidade, apesar de sua busca incessante e fútil pelo eldorado, não tem resistido as armadilhas impostas pelo amor.

É com esse espírito que devemos celebrar os dias dos pais. Troquem os presentes pelos beijos e abraços. Redijam cartinhas amorosas e principalmente digam eu te amo. Um feliz dia dos pais para todos.

À propósito: Te amo, meu pai.

Autor: Jansen Oliveira