Uma das principais causas de incapacidade é a osteoartrite (OA) de joelho, e ainda assim não existem agentes aprovados que, comprovadamente, alterem o curso desta doença. A cirurgia de substituição do joelho, chamada de artroplastia, continua a ser o único tratamento definitivo nos casos mais avançados. Por este motivo existe uma necessidade premente de novas opções terapêuticas que sejam realmente eficazes no tratamento de OA de joelho.

O remodelamento ósseo como alvo terapêutico na OA de joelho ganhou muito interesse, mas os efeitos de agentes antirreabsortivos na OA do joelho tem sido conflitantes, até o momento sem estudos que avaliem o efeito do uso de bisfosfonatos com desfecho clinicamente relevante em comparação à artroplastia de joelho.

Neste estudo foram utilizados dados do The Health Improvement Network (THIN), um registro médico eletrônico representativo da população geral do Reino Unido. O efeito dos bisfosfonatos sobre o risco de artroplastia total de joelho foi avaliado usando a regressão de riscos proporcionais de Cox. Os pacientes que iniciaram o uso dos bisfosfonatos apresentaram risco 26% menor de artroplastia de joelho do que os não iniciadores.

Nesta coorte, baseada em mulheres mais velhas com OA de joelho, aquelas usuárias de bisfosfonatos apresentaram um menor risco de artroplastia total de joelho do que as não usuárias, sugerindo um potencial efeito benéfico dos bisfosfonatos de OA de joelho.

 

Referência: Neogi T, et al. Ann Rheum Dis 2017;0:1-7.doi:10.1136/annrheumdis-2017-211811

 

Autor: Dr. Carlos P. Capistrano