Já lá se vão 47 anos de atividade profissional como médico. Quando iniciei minha jornada, ouvia e via que a TUBERCULOSE não tinha cura, os LEPROSOS também não. Quando nos deparávamos com um paciente com Espondilite anquilosante, Psoríase, Artrite Psoríaca, LEPRA, Artrite reumatoide, LÚPUS Sozinho ou na gravidez (Escolha de Sofia) e outras patologias que se nos mostravam, naquele longínquo 1971, e que rotulávamos de COLAGENOSES, era um “DEUS, nos acuda”. Corajosos e brilhantes eram os colegas que enfrentavam esses desafios. Conheço vários, alguns já se foram, mas felizmente ainda temos entre nós colegas que são testemunhos vivos desta histórica época, EXPECTANTE.

Não tenho dúvidas da excelente colaboração da indústria farmacêutica para que hoje possamos viver em outra época. Alguns ídolos de nossa geração e que se foram pelo vírus HIV poderiam estar entre nós se o coquetel da AIDS estivesse alcançado suas vidas. Faço essa reflexão neste momento, em que a sensação de que passamos de EXPECTANTES a ATUANTES é cada dia mais desafiadora. Hoje, em determinados momentos, até por excesso de opções, temos que, com prudência, ética e critério, escolher o que vai ser mais benéfico ao nosso paciente. Talvez isso explique a enxurrada de CONSENSOS, que por mais confusos que sejam, tentam “colocar ordem na casa”. As exigências das seguradoras de saúde, que tanto nos incomodam com os seus critérios ou a falta deles, são de certa forma, sem ser talvez da forma certa, uma maneira de balizar esse momento de excesso de opções. O Reumatologista, às vezes, ou quase sempre, na solidão de seu consultório, tem a tarefa dificílima de tomar decisões que interferem de forma definitiva na vida de nossos pacientes. Portanto, que saibamos nos transformar de EXPECTANTES EM ATUANTES com sabedoria, critério e sensatez, sem nos esquecermos de que MEDICINA é vocação, ciência e ARTE.

Mensagem do Dr. Ricardo Name, Reumatologista da SRRJ, a todos os reumatologistas do Brasil, pelo dia do médico.