Pacientes obesos com artrite reumatoide habitualmente apresentam maiores índices de contagem articular, e frequentemente apresentam respostas terapêuticas piores que pacientes não obesos.

O estudo MUSICA é um trial de fase IV duplo-cego que incluiu pacientes com artrite reumatoide moderada a grave com resposta inadequada a metotrexate (MTX) que foram randomizados para receber dose baixa (7,5 mg/semana) ou alta (20 mg/semana) de MTX.

Esta análise post-hoc do MUSICA teve como objetivo comparar índices de atividade de doença e achados ultrassonográficos de sinovite em pacientes obesos X não obesos após 12 e 24 semanas da randomização.

Pacientes obesos apresentaram mudanças numericamente menores do baseline para as semanas 12 e 24 na contagem articular (tanto de articulações edemaciadas quanto dolorosas), e no DAS28, assim como na proliferação sinovial e vascularização sinovial pelo Power-Doppler (parâmetros ultrassonográficos para avaliar sinovite).

Menos pacientes obesos (versus pacientes não obesos e com sobrepeso) atingiram índices de melhora ACR20/50, e essa diferença foi mais expressiva no grupo que usou MTX na dose baixa.

Os autores concluem que a análise mostra uma tendência semelhante à da literatura, sugerindo que o grupo de pacientes obesos em uso de MTX em baixas doses apresentou melhora menos evidente em comparação com o grupo que utilizou MTX em altas doses, e que a ultrassonografia articular oferece maior acurácia na detecção de sinovite e avaliação da resposta terapêutica também nesse grupo de pacientes.

 

Referência: The Journal of Rheumatology 2018; 45:12; doi:10.3899/jrheum.171232