Hoje vamos falar de um tema que gera muitas dúvidas: como escolher os melhores hotéis para sua viagem. O assunto é extenso e aqui eu quero apenas dividir algumas ideias que podem te ajudar a ter uma experiência de viagem mais bacana. Vamos lá?

Vou começar analisando uma frase que escuto de vez em quando. A boa e velha “não preciso ficar em nenhum hotel especial, tá? Eu fico fora o dia todo, passeando.” Se esse é o seu estilo (e eu total apoio que você passeie o máximo possível!), você ganha um joinha! Mas… alguns cuidados são importantes. 

De um modo geral, preços de hotéis seguem a máxima “não existe almoço de graça”. Resumindo: se você achou algo muito barato, pode ter certeza que vai ter algum problema. Às vezes é algo sutil mas, em geral, vai ser alguma coisa que vai prejudicar o seu conforto. Pode ser falta de espaço, cheiro de mofo, vizinhança perigosa, lugar distante das principais atrações, enfim… a lista é enorme. Do mesmo modo, nunca planeje uma estadia procurando “O mais barato”, pois você corre sério risco de se decepcionar. Nos Estados Unidos, por exemplo, há uma grande chance de você acordar todo picado pelos famosos “bed bugs”, os percevejos de cama. Existem até sites que catalogam ocorrências, para que você fique bem longe desses estabelecimentos. 

Parece complicado, certo? E com o dólar turismo a quase R$ 4,00, como eu faço? Vou te dar 10 dicas que vão fazer toda a diferença na sua próxima viagem:
1) Orçamento está curto? Tente equilibrá-lo. O hotel é onde você passa, no mínimo, 10 horas do seu dia. Às vezes mais. Logo, busque um mínimo de tranquilidade e conforto para essas horas.

2) Se souber exatamente o que quer fazer em determinado local, busque uma opção central, que torne seus deslocamentos mais rápidos e baratos. Quer ficar mais afastado? Pode ser uma ótima ideia se você busca sossego – e aí é mais importante ainda buscar um hotel confortável. 

3) A viagem é grande? Duas ou mais cidades? Se não puder cacifar em hotéis legais por todo o período, experimente ir melhorando sua experiência aos poucos. Finalize a viagem no melhor hotel possível, mesmo que sejam uma ou duas diárias. Esta última experiência vai marcar positivamente a viagem, não tenha dúvida. Por outro lado, evite ao máximo fazer o inverso: fechar a viagem num hotel ruim vai acabar com o seu bom humor!

4) Pode investir um pouco mais? Fique num hotel bacana na primeira e na última cidade. Após um voo longo, nada melhor que um quarto gostoso, espaçoso, cheiroso, com um banheiro e chuveiro fantásticos!

5) Regra geral: sempre veja o tamanho do quarto. Às vezes o hotel é bonitinho e você lê os reviews de sites como Trip Advisor e se empolga. Chegando lá, não consegue nem passar entre a cama e a parede. Gosta de comprar? Piorou. O quarto vira um muquifo imediatamente. Espaço é bom. Sempre. Qualquer coisa menor que 16m2 vai ser desconfortável.

6) Indo na mesma linha, que tal ver as diversas opções de quartos em cada hotel? A diferença pode ser pequena para um quarto maior e mais confortável. E… vai que você se apaixona por aquela Junior Suíte com varanda e já se visualiza chegando do passeio e tomando um vinhozinho olhando a cidade iluminada? Em Paris, é um clássico!

7) Vai dirigir? Certifique-se que o hotel tem estacionamento ou vallet e quanto cobra por isso. Alguns hotéis cobram até US$ 50 por noite. Vale pagar? Só você vai poder decidir, dependendo do nível de comodidade que deseja.

8) AirBnb e afins, não é mais barato? Realmente, trocar um hotel por uma acomodação privada pode mesmo sair mais em conta. Mas será que vale a pena? Abrir mão de serviços como café da manhã e limpeza nos quartos pode nem ser tão traumático, dependendo do seu estilo de viagem. Mas existem riscos. Você vai tratar, na maioria das vezes, com o dono do apartamento ou casa. Conheço casos que o proprietário cancelou o contrato quando soube que iriam crianças para o apartamento. Em outro, o casal chegou e encontrou o apartamento completamente diferente das fotos do site. Fora a questão da segurança. Ficando num bom hotel, além dos serviços, você tem uma estrutura pensada para a proteção dos hóspedes.

9) Ok, mas eu curto alugar apartamentos. Bem, se isso é o que faz a diferença na sua viagem, procure por aqueles com maior número de reviews. Se necessário, entre em contato não apenas com o proprietário, mas tente falar com alguém que já se hospedou. Pesquise muito sobre a vizinhança e se a prática é legal na cidade referida. Antes de fechar, combine direitinho o horário de check-in e check-out e veja qual a disponibilidade do proprietário para te encontrar se necessário. Deu tudo certo? Chegue no apê, mantenha a bagunça ao mínimo e abasteça a geladeira! Saindo do apartamento, evite deixar coisas de valor (normalmente, não há cofres, ao contrário dos hotéis). 

10) Resumindo: combine todas as dicas acima, discuta em família e, se precisar de alguma assistência, procure um agente de viagens de confiança. Se quiser fazer sua própria pesquisa, faça e divida a situação com ele, que vai sempre tentar o melhor negócio e forma de pagamento, priorizando o pagamento parcelado em reais. Dependendo do hotel, ele também pode conseguir early check-in, late check-out, upgrades e outros benefícios que podem deixar tudo muito mais agradável.

Autor: Claudio Pacheco

Claudio Pacheco é sócio-diretor da Kind Tours, agência carioca especializada na criação de roteiros personalizados. A Kind presta todos os serviços turísticos, tais como pesquisa e monitoramento de tarifas aéreas, emissões nacionais e internacionais, curadoria de hotéis e restaurantes, aluguel de automóveis, venda de ingressos, assistência viagem e montagem de grupos temáticos enogastronômicos e esportivos. Atualmente é também a agência exclusiva da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro. Contatos: telefone e what’s App.: (21) 99977-5188 ou e-mail: claudio@kindtours.com.br