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Medicamentos associados ao risco de fratura em pacientes com artrite reumatoide

A artrite reumatoide (AR) está associada ao aumento do risco de osteoporose (OP) e fraturas em todas as faixas etárias, quando comparada com a população geral. Fraturas osteoporóticas podem levar a redução da qualidade de vida, incapacidade e aumento da mortalidade nesses pacientes. Este estudo teve como objetivo examinar o risco de fratura com o uso de drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARDs), estatinas, inibidores da bomba de prótons (IBP), opióides, analgésicos não opióides e medicamentos psicotrópicos em uma coorte de AR. Foram analisados pacientes com diagnóstico de AR, sem fraturas prévias, para fraturas relacionadas à osteoporose (vértebra, quadril, antebraço e úmero). O estudo avaliou a exposição aos DMARDs em quatro grupos: (1) metotrexato em monoterapia, (2) drogas anti-TNF (3) biológicos não anti-TNF e (4) outros. Os não-DMARDs e os glicocorticoides foram classificados com relação ao uso, se atual ou não uso, se contínuo ou nunca utilizado, e com base na duração do tratamento. Foi calculada a pontuação da ferramenta de avaliação de risco de fratura (FRAX) para fraturas osteoporóticas principais - 10 anos. Os autores concluiram que os opióides, os inibidores da recaptação seletiva da serotonina e glicocorticóides foram associados com o aumento de fratura vetebral e não vertebral em pacientes com AR. Já as estatinas e os anti-TNFs foram relacionados à diminuição do risco de fraturas. Os autores ainda salientam que o risco observado com opioides e os inibidores da recaptação da serotonina podem estar relacionados por aumentar o risco de queda, e sugerem que o uso destas drogas no manejo da dor crônica e dos transtornos do humor na AR devem ser muito bem ponderado.   Referência:  Ozen G, et al. Ann Rheum Dis 2019;78:1041–1047   Autor: Dr. Carlos P. Capistrano Reumatologista da SRRJ