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Determinando os fatores relacionados à pior qualidade de vida em pacientes com espondiloartrite axial: resultados do registro de Biológicos da Sociedade Britânica de Reumatologia (BSRBR-AS)

Quando pessoas com diagnóstico de espondiloartrite axial (axSpA) e outras doenças inflamatórias crônicas são tratadas, o foco do reumatologista está na redução da atividade da doença, que quando atingido, acaba por reduzir o impacto da doença em suas vidas. Portanto o objetivo final é sempre a melhoria da qualidade de vida dos pacientes (QV). A redução da atividade da doença pode ser uma forma de se atingir este objetivo, mas pode haver outros fatores que não sejam percebidos pelos índices de medição de atividade de doença e que tenham impacto na QV.

Este estudo teve como objetivo a determinação de fatores modificáveis que possam estar associados à pior QV. Para tanto foram analisados dados da Sociedade Britânica de Reumatologia em Espondilite Anquilosante (BSRBR-AS) e validação de um modelo anterior usando dados de 1810 pacientes com axSpA recrutados durante os anos de 2012 até 2017. Os dados coletados incluíram medidas clínicas e relatos dos pacientes. A QV foi avaliada pela medida de Qualidade de Vida com Espondilite Anquilosante (ASQoL).

Os autores do estudo demonstraram que fatores que não são considerados alvos nas atuais diretrizes para o gerenciamento da doença pelo EULAR (Liga Europeia Contra o Reumatismo) podem estar relacionados à pior QV. Através da análise destes fatores e validação de um modelo anteriormente publicado, o incremento na QV dos pacientes com axSpA significa que, além da melhora da atividade e função da doença, deve haver atenção às características de fadiga, distúrbios do sono e saúde mental.

Referência: Macfarlane Gj, et al. Ann Rheum Dis 2020;79:202-208

Autor do resumo:

Dr. Carlos P. Capistrano

Reumatologista da SRRJ